Morreu Sidney Lumet, que fez um clássico absoluto: 12 Homens e uma Sentença, com a estrutura de um diálogo socrático. Tudo se passa na sala de deliberações de um júri, que nos EUA é composto por 12 homens e exige unanimidade. Um jovem hispânico está sendo julgado por jurados que já "sabiam" desde o primeiro momento que ele era culpado. Jovem, hispânico, problemático. No exato perfil do preconceito e do estereótipo. E os jurados tinham mais o que fazer, principalmente livrar-se daquela chatice sob um calor infernal. Um, aliás, louco para não perder o ingresso para o jogo de baseball .Mas o personagem de Henry Fonda - o Sócrates - não está convencido. Nas duas horas de projeção ele destrói as opiniões irrefletidas, o senso comum, o preconceito e a superficialidade dos 11 jurados com o poder da razão, e consegue a unanimidade para absolver o réu. Um perfeito diálogo socrático no sentido de ser uma defesa das possibilidades da razão humana. Vale algumas aulas de filosofia. Anda passando no telecine cult, nas duas versões, a de 1957 e uma mais recente, com Jack Lemmon no papel que foi de Henry Fonda.
domingo, 10 de abril de 2011
12 Homens e uma Sentença: um diálogo socrático
Morreu Sidney Lumet, que fez um clássico absoluto: 12 Homens e uma Sentença, com a estrutura de um diálogo socrático. Tudo se passa na sala de deliberações de um júri, que nos EUA é composto por 12 homens e exige unanimidade. Um jovem hispânico está sendo julgado por jurados que já "sabiam" desde o primeiro momento que ele era culpado. Jovem, hispânico, problemático. No exato perfil do preconceito e do estereótipo. E os jurados tinham mais o que fazer, principalmente livrar-se daquela chatice sob um calor infernal. Um, aliás, louco para não perder o ingresso para o jogo de baseball .Mas o personagem de Henry Fonda - o Sócrates - não está convencido. Nas duas horas de projeção ele destrói as opiniões irrefletidas, o senso comum, o preconceito e a superficialidade dos 11 jurados com o poder da razão, e consegue a unanimidade para absolver o réu. Um perfeito diálogo socrático no sentido de ser uma defesa das possibilidades da razão humana. Vale algumas aulas de filosofia. Anda passando no telecine cult, nas duas versões, a de 1957 e uma mais recente, com Jack Lemmon no papel que foi de Henry Fonda.
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E há a peça em cartaz, aqui em Sampa, bem recomendada.
ResponderExcluirDora
Assisti às duas versões do filme e, embora a segunda também seja muito boa, recomendo a primeira. Demonstra com cores fortes a despreocupação de muitos em fazer justiça. E infelizmente isso é ordinário na justiça brasileira: trabalho numa Vara do Trabalho e, aqui, vejo juízes despreocupados numa análise mais acurada dos autos, dizendo que não há tempo para isso e, especialmente, utilizando da prerrogativa de não serem submetidos a controle de ponto para cumprirem carga horária insignificante.
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