(Folha de São Paulo, 24 de janeiro de 2012)
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu pela operação da PM no Pinheirinho na sexta. Só no dia seguinte o governo foi avisado pelo TJ que poderia fazer a reintegração de posse.
O governador foi alertado para a gravidade da situação ao longo da semana pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que avaliou a operação a ser realizada como bem organizada.
Ele e o chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo, discutiram a ação policial. A cúpula do governo decidiu até mesmo o horário da operação, na manhã de domingo, por avaliar que os líderes não estariam na invasão naquele momento.
A desapropriação criou um mal estar entre os governos estadual e federal.
Atingido por bala de borracha no Pinheirinho, o secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência, Paulo Maldos, disse que PM atirou e usou bombas sem ser provocada.
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que a polícia transformou em "praça de guerra" a ação de reintegração.
"Ele [Maldos] mostra a carteirinha, a identidade de funcionário público federal, e os guardas o desrespeitam e metem uma bala de borracha nele", disse o ministro.
À tarde, Fábio Lepique, assessor especial de Alckmin, retrucou pelo microblog Twitter: "Bobagem discutir com petista a legalidade da ação. Desde quando o PT conhece (e respeita) a lei?", afirmou.
(CÁTIA SEABRA, FLÁVIA FOREQUE E MÁRCIO FALCÃO)
Nao sei qual é pior, Geraldo ou seu aspone.
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